Incêndio atinge favela do Real Parque na zona sul de SP
Só tenho a roupa do corpo. Não tenho mais nada, afirmou ao iG o jardineiro José da Silva
Nara Alves/iG | 24/09/2010 10:45 - Atualizada às 12:11
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Um incêndio de grandes proporções atinge a favela Real Parque, na zona sul de São Paulo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo teve início por volta das 10h. Quatorze viaturas estão no local para combater as chamas.
Segundo o médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Rodrigo Coaglio, até o momento não há registro de vítimas graves. "Apenas três pessoas foram atendidas por nervosismo e não houve necessidade de encaminhá-las ao hospital", afirma. Seis equipes estão de prontidão com quatro motos, uma unidade básica e uma unidade avançada. Ainda de acordo com Coaglio, hospitais da região estão em alerta para o atendimento de possíveis vítimas.
Foto: Futura Press
Bombeiros combatem as chamas na favela Real Parque
O fogo se alastrou rapidamente, atingindo a vegetação da favela e atravessando a rua Cesar Valejo. A maior preocupação dos bombeiros é que as chamas cheguem até um depósito de papelão que fica próximo ao local.
Moradores estão utilizando água de caixas d´água para molhar os barracos. É uma tentativa de evitar que o fogo queime suas casas. Às 12h05 começou a chover.
Foto: Futura Press
Moradores da favela do Real Parque fogem do fogo que atingiu local nesta sexta-feira
O porteiro José Rinaldo chamou os bombeiros às 9h55 quando o fogo começou. Ele trabalha em um prédio que fica atrás da favela e é morador da comunidade. “Estava trabalhando no prédio de trás e vi quatro crianças, que estavam brincando, sairem correndo de um barraco que estava pegando fogo."
O porteiro mostrou à reportagem do iG no seu celular o registro da chamada que foi feita às 9h55, ao 193. “Perdi tudo porque o pessoal que ajudou a tirar os meus pertences do barraco roubou tudo.”
O porteiro mostrou à reportagem do iG no seu celular o registro da chamada que foi feita às 9h55, ao 193. “Perdi tudo porque o pessoal que ajudou a tirar os meus pertences do barraco roubou tudo.”
O jardineiro José da Silva, morador da comunidade há 10 anos, está arrasado. “Ouvi a notícia pelo rádio e vim correndo. Mas perdi tudo. Agora não sei onde vou morar. Só tenho a roupa do corpo. Não tenho mais nada", afirmou ao iG.
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